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sábado, 26 de abril de 2008

Scanner de face em aeroportos britânicos


Biometria começa a integrar o cotidiano na Inglaterra. A partir do meio desse ano, os aeroportos britâncos usarão scanner de face no lugar de checagem de identidade para identificação de passageiros que possuem passaporte europeu (Obrigada, Adriana!). Conforme matéria da BBC, alguns aeroportos já usam scanner de iris para viajantes frequentes, mas esse sistema é condicionado ao cadastramento voluntário do passageiro. A matéria ainda aponta críticas às falhas técnicas desse sistema de identificação, mas, repito, o problema da incorporação desses dispositivos biométricos ao controle da mobilidade, dos acessos e da identidade não é de ordem técnica mas social, ética e política. Na Inglaterra, o grupo NO2ID combate a formação de bancos de dados biométricos estatais. Alguns posts recentes sobre biometria:
http://dispositivodevisibilidade.blogspot.com/2008/03/vdeo-vigilncia-bicicletas-e-malas.html;
http://dispositivodevisibilidade.blogspot.com/2008/03/diagnsticos-visuais-e-microfsica-do.html;
http://dispositivodevisibilidade.blogspot.com/2008/03/diagnsticos-visuais-e-microfsica-do_21.html
http://dispositivodevisibilidade.blogspot.com/2008/04/cmeras-humor-e-biometria.html

Google Space no Aeroporto Heathrow, Londres

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Bancos de dados e política


Um estudo sobre as implicações políticas dos 600 bancos de dados públicos e privados que contêm informações sobre indivíduos no Reino Unido será divulgado no próximo mês pelo thintank Demos, conforme matéria do The Guardian.

domingo, 14 de outubro de 2007

Retóricas da segurança, aumento da vigilância


É comum a certos discursos da segurança operarem com uma retórica que sempre justifica seus meios mesmo quando eles falham. Segundo esse discurso, as medidas de segurança falham sempre porque ainda não são suficientemente fortes. A solução, assim, é sempre ampliar os mesmos meios, sem jamais questioná-los nos seus fundamentos e nas suas implicações ético-políticas. É assim com as prisões, com as guerras preventivas anti-terror e também com a vigilância. A despeito de inúmeras pesquisas indicarem não haver relação evidente entre o aumento de câmeras de vigilância e a diminuição dos índices de criminalidade, as administrações públicas de quase todo o mundo ampliam seus sistemas de videovigilância. Duas matérias explicitam essa retórica, mostrando a ampliação e/ou sofisticação da videovigilância na França e na Inglaterra. Nesta última, os investimentos visam tornar as câmeras mais "inteligentes" no reconhecimento de faces de suspeitos e no seu monitoramento em meio a multidões. Tenho reportado neste blog diversas pesquisas e desenvolvimento de tecnologias que visam identificar ou prever ações ou indivíduos suspeitos, tornando as câmeras aparelhos que não apenas inspecionam e registram, mas identificam, re-conhecem e prevêem. O argumento é o de que as câmeras, munidas de tal "inteligência", enfim serão eficientes na prevenção de crimes. A retórica da segurança reitera os seus meios e mantém fora do foco seus princípios e suas implicações.