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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Another visuality. Discourse of display / display of discourse

"Another visuality. Discourse of display / display of discourse": seminário no Museu de Arte Contemporânea de Barcelona, realizado em 2006, discute os regimes de visibilidade e as práticas culturais contemporâneas. No site do museu, arquivos de audio com Martin Jay (Voyeurism), Jonathan Crary (On the Ends of Sleep: Shadows in the Glare of a 24/7 World), Roger Buergel (Exhibitionism) e Marius Babias (On the Strategic Use of Politics in the Context of Art). Além disso, o texto da fala do J. Crary está disponível para leitura e download.

domingo, 22 de março de 2009

Curso Pós-ECO: aula 24/03/09


Nesta terça, no curso da Pós-Eco, dois seminários sobre textos do Jonathan Crary:
  • Techniques of the Observer: On Vision and Modernity in the Nineteenth Century. Cambridge, MA: MIT Press, 1990. (Capítulo I).
  • Jonathan Crary, Suspensions of perception: attention, spectacle, and modern culture. Cambridge: MIT Press, 1999. (Capítulo I).
A escolha destes dois textos visa introduzir os cruzamentos entre vigilância e espetáculo na modernidade, especialmente quanto ao modo como a atenção e a percepção são aí mobilizadas.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Conjurations of Security

Acabo de ler um pequeno artigo do Jonathan Crary sobre segurança e violência na América após o atentado de 11 de setembro de 2001 ("Conjurations of Security". Interventions, vol 6(3), 2004). Ressalto dois argumentos que me interessaram especialmente, uma vez que incrementam as pistas para o meu empenho em pensar conjuntamente os circuitos do espetáculo, do entretenimento, do voyeurismo e do prazer e os circuitos do controle e da vigilância. O primeiro argumento é mais amplo e emprestado do Negri e do Hardt: no Império, o espetáculo não funciona apenas pelo desejo de mercadorias e o prazer do consumo, mas principalmente pela comunicação do medo. O segundo argumento, mais específico e muito oportuno, mostra o quanto há de aparência e denegação no caráter exterior, estrangeiro e bárbaro que os Estados Unidos atribuem aos ataques suicidas. Crary chama a atenção para a inconfessa proximidade entre estes e os assassinos suicidas norte-americanos e seus homicídios em massa que se tornaram especialmente recorrentes a partir dos anos 1980. Diferentemente dos primeiros, tais ataques suicidas domésticos, diz Crary, são "tolerados como um fenômeno aberrante e inexplicável". Prossegue: "But it is the monsters from elsewhere, from outside that we are told to fear most".