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segunda-feira, 9 de junho de 2008

Plástica emocional


Lendo a Carta Capital essa semana, me deparei com uma pequena matéria inusitada, sobre um novo "gênero" de cirurgia plástica, que não se limita a produzir uma aparência bela e jovem, mas também descansada, relaxada, feliz. Um artigo da Revista Americana de Cirurgia Plástica e Reparadora mostra que tem crescido a "demanda" por essa plástica emocional, cujos traços-chave estão nas sobrancelhas, pálpebras e certas rugas. Para uma aparência feliz, por exemplo, é preciso levantar as pálpebras inferiores (algo que não se faz voluntariamente) e não se pode eliminar os pés-de-galinha. O dito mordaz e irônico de Oscar Wilde - "O primeiro dever na vida é ser tão artificial quanto possível" - tomado ao pé da letra pela sociabilidade compulsória contemporânea e seus requintes de 'plasticidade'.