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sábado, 9 de janeiro de 2010

Biometria e escola


Sim, os pais são sempre avisados, por carta ou outro meio qualquer, sobre as faltas dos seus filhos na escola. É possível dizer que ao usar um sistema de identificação biométrica e o envio de mensagens SMS a Escola Estadual Osvaldo Martins (Osvaldo Cruz, SP) apenas está tornando mais ágil a comunicação com os pais e mais eficiente o controle de presença dos alunos. Mas também é possível dizer que a escola está usando um instrumento de controle e identificação policial cuja história está associada a práticas socio-políticas inteiramente condenáveis. Em muitos países, essa "memória" basta para impedir o uso de tais dispositivos, especialmente em se tratando de crianças e jovens a quem se pretende educar.
Link da matéria.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Educação e Vigilância

Mais uma escola brasileira investe em sistemas de vídeo-vigilância para monitorar alunos e garantir a preservação de equipamentos. Nas escolas estaduais de Foz do Iguaçu, os próprios pais não apenas autorizam como ajudam a pagar a instalação de câmeras de vigilância. Lamentável. Via G1.

terça-feira, 4 de março de 2008

Escola, pais e vigilância

Sistema de vigilância em escola municipal de São Paulo permite que pais monitorem seus filhos a partir de seus computadores pessoais, acompanhando as imagens gravadas pelas câmeras instaladas no pátio, na biblioteca, na sala de cinema e na quadra escola. Apenas a sala de aula não é monitorada. O ano começa mal nas escolas municipais paulistanas. A matéria é do Globo Online.

O mesmo acontece numa pré-escola de Curitiba, a Paralelo Kids, conforme a Gazeta do Povo.

A vigilância em tempo real nos espaços privados se dá hoje sobretudo a partir de câmeras IP. Fico devendo um post sobre esse ponto, importante para entender o crescimento da vigilância privada e doméstica no mundo e em particular no Brasil.

Imagem: Gazeta do Povo

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Vigilância nas escolas

Cresce em todo o mundo a instalação de câmeras de vigilância em escolas, sob o argumento de prevenir atos de vandalismo e violência. No Brasil, São Paulo e Brasília têm os maiores projetos de vigilância nas escolas públicas. Em São Paulo, 300 escolas da rede municipal estão sendo equipadas e no Distrito Federal são 620 escolas públicas a contar com câmeras de vigilância. Segundo a ABESE (Associação das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança) as escolas privadas foram pioneiras no uso de monitoramento eletrônico, o que não surpreende, em particular no Brasil, onde a vigilância privada supera em muito a pública, o que nos diferencia de boa parte do mundo em termos de vídeo-vigilância. É perturbador ver essa adesão inquestionada à vídeo-vigilância e a sistemas de inspeção policiais em ambientes escolares. As imagens abaixo são de Helsinki, que utiliza câmeras de vigilância em metade de suas escolas.


quinta-feira, 8 de novembro de 2007

RFID em uniformes escolares



Uma escola britânica vem testando a vigilância e o monitoramento de alunos mediante implantação de etiquetas RFID em uniformes escolares. Dez alunos da Hungerhill School são voluntários na testagem do mesmo sistema de vigilância aplicado a prisioneiros em liberdade condicional. Se tais sistemas fossem facilmente visíveis, teríamos uma visão semelhante a da heroína de Europa 51, mencionada por Deleuze, que pensou estar vendo prisioneiros enquanto via operários. No nosso caso, arriscamos tomar estudantes por prisioneiros. Só que lá, nas sociedades disciplinares, o espantoso era semelhança entre instituições, entre um modo de vigiar e ordenar um e outro espaço interior. Aqui, o espantoso é a progressiva indiferenciação entre um dentro e um fora da vigilância e a sua transformação em um "bem" a serviço de todos.