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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

São Paulo, Metrô e Vigilância


O Metrô de São Paulo terá câmeras de vigilância no interior dos vagões. A previsão é que até o final de 2009 todos os vagões da Linha 2-Verde sejam monitorados. Até 2014, todos os veículos das Linhas 1-Azul e 3-Vermelha também terão sistemas de vídeo-vigilância (Via Portal do governo de SP). Além do interior dos vagões, as estações de metrô de São Paulo já contam com 860 câmeras que monitoram 55 estações. Em todo o mundo, o controle da mobilidade urbana tem como um de seus instrumentos privilegiados a vídeo-vigilância em transportes públicos. Ainda em São Paulo, todos os trens metropolitanos de três linhas da CPTM também serão monitorados por câmeras.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Pulseiras eletrônicas para presos em SP

Conforme a sanção da Lei Estadual nº 12.906/07, que entrou em vigor na semana passada para o Estado de São Paulo, será possível utilizar pulseiras e tornozeleiras com sensores eletrônicos para monitoramento de presos que cumprem pena em regime semi-aberto e aberto. A informação vem da revista jurídica Última Instância.

Central de vigilância em favela


Estou realizando um projeto de mapeamento de câmeras de vigilância nos espaços públicos da cidade do Rio de Janeiro e uma das minhas limitações é o acesso aos espaços das favelas. Sempre imaginei, contudo, que deveria haver sistemas de monitoramento por câmeras controlados não pelo Estado, mas pelo chamado "crime organizado". Matéria da Folha on-line (grata, Cezar!) reporta a descoberta de uma central de monitoramento com 9 televisores ligados a aproximadamente 20 câmeras instaladas pela favela Zorrilho, na zona leste de São Paulo. A ação da polícia provavelmente estava sendo monitorada e ela naturalmente encontrou a central de monitoramento vazia, além de armas e drogas.
O jogo de forças, de vigilância e contra-vigilância, é aí complexo e difícil de ser pensado, requerendo tempo maior do que a escrita apressada desse blog permite. Entre muitos elementos importantes a pensar, e para além das intenções de defesa e controle do território, é interessante atentar para essa forma de a favela produzir imagens sobre si mesma, sem passar diretamente pelas mediações tradicionais do artista, do jornalista, do cineasta, do pesquisador ou do agente social.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Satélites e câmeras em São Paulo


Ação do Grupo Esqueleto Coletivo no Centro de São Paulo
Imagem: http://atitude-suspeita.blogspot.com


Ampliam-se em São Paulo os sistemas de vigilância por satélite e câmeras. Nas favelas, o monitoramento por satélite pretende mapear os territórios e controlar a sua expansão. Nas ruas, as câmeras são anunciadas como armas contra o crime, as quais seriam responsáveis por uma redução de 17% nas taxas de criminalidade. A equação "mais câmeras, menos crime" nem sempre encontra respaldo na realidade. Alguns estudos mostram isso em diversas partes do mundo, mas no Brasil não há nenhuma pesquisa mais sistematizada sobre o tema. De toda forma, a prefeitura de São Paulo vem ampliando o seu sistema de videovigilância e a capital contará em breve com 12 mil câmeras em espaços públicos. A matéria é do Globo Online.

domingo, 22 de julho de 2007

Câmeras falantes em São Paulo

Já havia mencionado aqui as novas modalidades de câmeras britânicas que advertem em "alto e bom som" e em tempo real as pessoas flagradas em infrações. No Brasil, duas cidades do estado de São Paulo já adotaram as "câmeras tagarelas" para coibir infrações de trânsito, furtos etc: Piracicaba e São Sebastião.