
A modernidade nos ensinou que a auto-vigilância é uma das formas de interiorização da lei, da norma ou do olhar do Outro; nessa medida e sentido confunde-se com a própria constituição da subjetividade moderna, mais especificamente da consciência moral, do superego.
A atualidade inventa uma outra modalidade de auto-vigilância, que não anula a anterior, mas é de outra "natureza". O Fitbit é um dos exemplos de uma outra auto-vigilância, que é tecnicamente assistida e em vez de ter o peso da consciência, cabe na palma da mão ou no bolso. Seu objeto não são desejos e pensamentos, mas sobretudo a performance corporal. Já postei sobre outras engenhocas do gênero, que poderia ser incluído na categoria de "personal health monitoring". O Fitbit monitora os movimentos do seu usuário 24 horas por dia, registra e relata seus passos, distâncias percorridas, gastos calóricos e a qualidade do seu sono. Tais relatórios podem ser transferidos para a Internet e monitorados pelo próprio usuário ou por seus amigos e familiares, uma vez que o Fitbit permite a criação de uma rede social, introduzindo o olhar do outro no jogo (via Technology Review).

A atualidade inventa uma outra modalidade de auto-vigilância, que não anula a anterior, mas é de outra "natureza". O Fitbit é um dos exemplos de uma outra auto-vigilância, que é tecnicamente assistida e em vez de ter o peso da consciência, cabe na palma da mão ou no bolso. Seu objeto não são desejos e pensamentos, mas sobretudo a performance corporal. Já postei sobre outras engenhocas do gênero, que poderia ser incluído na categoria de "personal health monitoring". O Fitbit monitora os movimentos do seu usuário 24 horas por dia, registra e relata seus passos, distâncias percorridas, gastos calóricos e a qualidade do seu sono. Tais relatórios podem ser transferidos para a Internet e monitorados pelo próprio usuário ou por seus amigos e familiares, uma vez que o Fitbit permite a criação de uma rede social, introduzindo o olhar do outro no jogo (via Technology Review).

