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domingo, 14 de setembro de 2008

Self Surveillance


A modernidade nos ensinou que a auto-vigilância é uma das formas de interiorização da lei, da norma ou do olhar do Outro; nessa medida e sentido confunde-se com a própria constituição da subjetividade moderna, mais especificamente da consciência moral, do superego.
A atualidade inventa uma outra modalidade de auto-vigilância, que não anula a anterior, mas é de outra "natureza". O Fitbit é um dos exemplos de uma outra auto-vigilância, que é tecnicamente assistida e em vez de ter o peso da consciência, cabe na palma da mão ou no bolso. Seu objeto não são desejos e pensamentos, mas sobretudo a performance corporal. Já postei sobre outras engenhocas do gênero, que poderia ser incluído na categoria de "personal health monitoring". O Fitbit monitora os movimentos do seu usuário 24 horas por dia, registra e relata seus passos, distâncias percorridas, gastos calóricos e a qualidade do seu sono. Tais relatórios podem ser transferidos para a Internet e monitorados pelo próprio usuário ou por seus amigos e familiares, uma vez que o Fitbit permite a criação de uma rede social, introduzindo o olhar do outro no jogo (via Technology Review).

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Do it yourself/Saúde


Já nos é familiar a individualização e privatização dos cuidados com a saúde, hoje em grande parte delegados às escolhas e estilos de vida individuais. O cruzamento da medicina genômica com a epidemiologia dos fatores de risco enchem as páginas de jornais e revistas, bem como as telas de TV com dicas personalizadas sobre como prevenir doenças modulando nossos hábitos e comportamentos. Há algum tempo venho percebendo um processo similar na Internet, sendo que aqui os cuidados com a saúde ganham um formato participativo e colaborativo que envolve, em alguns casos, a disponibilização de dados biomédicos pessoais para corporações como Google e Microsoft. Dois artigos recentes ilustram esse processo: "Check Yourself for Genetic Abnormalities", da Wired, e "Your Medical Data Online", da Technology Review.

domingo, 14 de outubro de 2007

Celular e super ego


Os telefones celulares vêm acumulando um cardápio cada vez mais variado de funções, inclusive de vigilância e monitoramento. Dentre as últimas inovações, há dispositivos que tornam os celulares instâncias superegóicas que monitoram taxas calóricas ingeridas, nível de atividade física e até mau hálito, enviando mensagens de advertência ou encorajamento para que seus usuários tenham êxito no alcance das metas diárias. A matéria é do Technology Review.