

Recentemente, na entrada de um centro empresarial do Rio de Janeiro, fui surpreendida pelo procedimento de segurança do local, que além das habituais checagens de documentos e fotografias dos rostos dos clientes, expunha tais fotos num monitor situado logo após as roletas eletrônicas. A sensação imediata é a de estar vendo retratos de procurados ou de desaparecidos, o que confere ao lugar uma atmosfera policial. Os sistemas de segurança e vigilância que investem em práticas de suspeição generalizada criam também as suas estéticas da suspeita.