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domingo, 10 de maio de 2009

Evidência cerebral


Do neuromarketing à neuropsicologia e terapias cognitivo-comportamentais, o cérebro tem se apresentado como a evidência cabal daquilo que a aparência, o discurso e os artifícios podem esconder. Dispositivos biométricos recentes seguem essa trilha da objetividade cerebral, incorporando o "brain scanning" na detecção de terroristas suspeitos. A perspectiva é a de que tais dispositivos de identificação sejam colocados em aeroportos, controles de fronteira e áreas de risco.
A matéria do The Guardian, onde tomei conhecimento do novo aplicativo securitário, fala de outras tecnologias biométricas em desenvolvimento, assim como de sua incorporação às tecnologias cotidianas e de uso pessoal, como telefones celulares, tema que já foi tratado diversas vezes neste blog.
Na linha desta muito questionável evidência cerebral, a imagem acima pode ser recriada por um software ler ou escanear o cérebro enquanto olhamos para ela. Mais detalhes na New Scientist.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Passaporte biométrico


A partir de 2009, a França deve tornar obrigatório o uso de passaporte biométrico. Matéria do Ecrans aponta que a expansão da biometria segue passos semelhantes aos da vídeo-vigilância: a perturbação e inquietação iniciais com tal sistema de controle começam a ceder lugar a sua banalização e aceitação como prática corriqueira de segurança. ver também matéria no Figaro.

domingo, 6 de abril de 2008

Câmeras, humor e biometria



A conexão entre videovigilância e biometria avança a passos largos e, como toda tecnologia de controle, suas aplicações são múltiplas. Tenho tratado de várias delas aqui e uma matéria recente do The New York Times mostra um tipo de software que além de analisar os padrões da face para fins de reconhecimento, interpreta os seus estados emocionais - irritado, feliz, surpreso, triste. Para além da segurança, essa vigilância biométrica-emocional serve às empresas que precisam monitorar os afetos dos seus clientes ou funcionários. A matéria menciona, por exemplo, o interesse de bancos em monitorar o humor de seus clientes na fila. Além disso, trata dos limites e falhas desses sistemas biométricos, especialmente quanto ao reconhecimento de face a céu aberto e à distância. Contudo, sabemos que o problema desses dispositivo não reside apenas em suas falhas, mas também em seus êxitos.