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sábado, 22 de dezembro de 2007

Viagem, Holanda e Big Brother

Acabo de voltar de uma breve viagem a Europa, intercalando percursos acadêmicos e deambulações em ritmo de férias. Seguindo o exemplo de um amigo querido ;-), fiz algumas fotos do que vi sobre vigilância e visibilidade por onde passei, mas infelizmente o cartão da minha máquina pifou e ainda estou tentando recuperá-lo. De todo modo, vou colocando aqui algumas impressões. Uma primeira surpresa foi saber que a Holanda, conhecida por suas políticas relativamente liberais de tolerância, é um dos países que mais tem investido na vigilância pública. O mesmo país que inventou a fórmula televisiva da vigilância como espetáculo - o programa Big Brother - não é menos engenhoso nos dispositivos de vigilância pública. Um deles, utilizado numa cidade de 180.000 habitantes, Groningue, consiste num sistema de videovigilância com um software de análise de som integrado. O software, supostamente, detecta sons de "agressões" e "medo" e, em princípio, os distingue de barulhos "inofensivos", soando o alarme apenas em caso de "perigo real". Na prática, claro, a precisão não é tão fina, e o alarme das câmeras por vezes é acionado por barulhos que não representam nenhum risco real. Uma outra engenhoca bastante opressiva, chamada "mosquito", é um sistema de emissão de ondas de ultrasom que em princípio só são audíveis pelos menores de 25 anos (!). Os mosquitos anti-jovens são usados em Rotterdam desde 2006 em locais de aglomeração juvenil, como estações de metrô e galerias comerciais, e em bairros ditos perigosos. São conhecidos os similares dessas máquinas, usadas para espantar mosquito, mas a sua adaptação para espantar jovens é aterradora. Em Amsterdam, um novo detector de memória pretende substituir o velho detector de mentiras a partir do próximo ano. O dispositivo deverá detectar reações emocionais a partir da tensão da pele e da respiração, indicando se o suspeito já conhece ou não as informações que lhe são interrogadas. A surpresa com toda essa maquinaria de vigilância na Holanda me foi ainda maior pelo seu contraste com a minha experiência cotidiana, que apesar de muito breve e estrangeira, pareceu, ao menos em Amsterdam, que o controle de acesso a metrôs e outros serviços, bem como a videovigilância, são aparentemente bem menos ostensivos que em cidades como Paris e Madrid.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Big Brother Virtual

A empresa Endemol (criadora do reality show Big Brother) vai lançar o Virtual Me, hibridando games e televisão, em parceria com a Electronic Arts. A matéria é da BBC News:

"Big Brother maker Endemol is to launch a virtual world where people can take part in familiar games and shows.

Three dimensional worlds such as Second Life, which allow people to create online versions of themselves, have built up a large following.

Virtual Me will allow these avatars to compete in online versions of Deal or No Deal, Fame Academy and Big Brother.

Endemol and computer game company Electronic Arts said the site would be launched "in the coming months".

Bosses at the two firms said it was a concept that bridged the divide between traditional TV and video games.

"With Virtual Me we are at the forefront of a new, hybrid form of entertainment that takes gaming beyond the console," said Gerhard Florin, Executive Vice President and General Manager of EA International.

"Endemol is a great partner to help us bring together the best of TV and video games for an offering that can appeal to mass market audiences and change the face of entertainment." "