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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Rastreadores pessoais portáteis


Adaptações do GPS para o rastreamento personalizado constituem uma das "novidades" no mercado brasileiro da segurança pessoal, onde recebe o nome de rastreador pessoal portátil ou localizador pessoal portátil. Alguns desses, como o GPS com Chipset SiRF Star III da Rota Segurança/Plastimon, não apenas permitem a localização instantânea de seus usuários mesmo em lugares fechados, como têm uma série de outras funções, como envio de mensagens pré-programadas de emergência, ou a função "parking", voltada ao monitoramento de veículos e que envia mensagem SMS para o celular do usuário no caso de movimentação do veículo. Além disso, o monitoramento do aparelho/pessoa pode ser feito pela Internet e vem sendo direcionado para homens e mulheres que desejam ser rastreados como para crianças, doentes, animais e bens de estimação.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Monitoramento na rede


Matéria do LATimes trata de monitoramento do comportamento de usuários pela Google. A novidade é que esse monitoramento não se retringe aos movimentos no interior dos serviços Google, mas se estende aos "sites afiliados" (obrigada Marcelo!).

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Bluetooth monitoring


Um projeto da Bath University, o Cityware, instalou secretamente uma série de bluetooth scanners em ruas, escritórios, publicidades etc e vem monitorando os trajetos de inúmeros indivíduos a partir de seus telefones celulares, computadores portáteis e câmeras digitais sem o seu consentimento. Conforme a matéria do The Guardian:

"The scanners, the first 10 of which were installed in Bath three years ago, are capturing Bluetooth radio signals transmitted from devices such as mobile phones, laptops and digital cameras, and using the data to follow unwitting targets without their permission.
The data is being used in a project called Cityware to study how people move around cities. But pedestrians are not being told that the devices they carry around in their pockets and handbags could be providing a permanent record of their journeys, which is then stored on a central database.
The Bath University researchers behind the project claim their scanners do not have access to the identity of the people tracked.
Eamonn O'Neill, Cityware's director, said: "The objective is not to track individuals, whether by Bluetooth or any other means. We are interested in the aggregate behaviour of city dwellers as a whole. The notion that any agency would seriously consider Bluetooth scanning as a surveillance technique is ludicrous.
But privacy experts disagree, pointing out that Bluetooth signals are assigned code names that can, to varying degrees, indicate a person's identity.
Many people use pseudonyms, nicknames, initials, or abbreviations to identify their Bluetooth signals. Cityware's scanners are also picking up signals that are listed using people's full name, email address and telephone numbers."

A discussão reportada acima mostra como se costuma identificar vigilância à violação de privacidade e à identificação pessoal, enquanto os novos dispositivos de vigilância digital envolvem modos bem mais sutis e complexos de rastreamento, monitoramento e classificação das ações e informações individuais, os quais muitas vezes não violam a privacidade no sentido convencional do termo, mas nem por isso deixam de ter efeitos de controle sobre as ações e escolhas possíveis dos indivíduos. Procuro enfrentar essa questão no meu último texto sobre este tema.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Intelligent Video Surveillance



A Paola Barreto, num comentário ao meu último post sobre a Axis Communication, chamou atenção para as vantagens adicionais das câmeras IP, que adiciona "inteligência" à vídeo-vigilância:
"uma das vantagens oferecidas pelos sistemas de videovigilância desenvolvidos por eles é a inteligência colocada no nível da câmera, e não dos gravadores de vídeo. Isto significa economia de espaço de armazenamento (uma das grandes questões trazidas pelo registro incessante de imagens) e de tempo para navegação pelas imagens armazenadas. As câmeras IP podem ser habilitadas para determinar se um evento tem relevância e merece ser enviado - para um central de monitoração, para um celular ou para a web."

Venho postando sobre alguns projetos que mostram como a adição de uma camada cognitiva à vídeo-vigilância vem sendo promulgada como a cereja do bolo das "soluções" de vigilância e segurança. As implicações biopolíticas, estéticas e subjetivas dessa vídeo-vigilância inteligente são inúmeras e a mesma Paola vem fazendo ótima pesquisa sobre o tema. Comenta em seu blog o revelador Caviar Test Case Scenarios, um programa de treinamento e aprendizagem de vídeo-vigilância com a finalidade de reconhecer situações e padrões comportamentais suspeitos. Economia da atenção, inteligência artificial preventiva e escopofilia da suspeita no mercado das soluções de vídeo-vigilância. Em breve nas ruas.

sábado, 29 de março de 2008

YouTube, monitoramento e marketing


Uma nova ferramenta no YouTube permite que os acessos aos vídeos sejam monitorados por seus criadores, que poderão saber onde e quando eles foram assistidos. O programa, chamado YouTube Insight, foi anunciado como mais um instrumento de marketing para que seus utlilizadores e anunciantes monitorem sua popularidade. Mais um exemplo de naturalização do monitoramento como prática cotidiana e estendida a "todos". Trata-se também de mais uma aplicação do "It's not surveillance, it's marketing!"; como se esses dois mecanismos pudessem ser claramente diferenciados hoje.
Mais detalhes no The New York Times.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Restaurante do futuro e vigilância


Um restaurante universitário na Holanda - o Restaurante do Futuro - monitora os seus clientes por meio de câmeras, sensores e softwares num projeto científico que visa compreender as razões dos hábitos alimentares e os meios de influenciá-los. Dentre os dispositivos de monitoramento e vigilância estão, por exemplo, cadeiras com sensores de batimento cardíaco, softwares capazes de detectar e analisar as expressões faciais durante as refeições e diante de certos estímulos planejadamente 'disparados' no ambiente, câmeras de vigilância com controle de zoom, permitindo monitorar remota e minuciosamente uma refeição e ver em que ordem se come os alimentos, o que é deixado no prato etc. A matéria e as imagens são do The New York Times.