segunda-feira, 9 de junho de 2008

Plástica emocional


Lendo a Carta Capital essa semana, me deparei com uma pequena matéria inusitada, sobre um novo "gênero" de cirurgia plástica, que não se limita a produzir uma aparência bela e jovem, mas também descansada, relaxada, feliz. Um artigo da Revista Americana de Cirurgia Plástica e Reparadora mostra que tem crescido a "demanda" por essa plástica emocional, cujos traços-chave estão nas sobrancelhas, pálpebras e certas rugas. Para uma aparência feliz, por exemplo, é preciso levantar as pálpebras inferiores (algo que não se faz voluntariamente) e não se pode eliminar os pés-de-galinha. O dito mordaz e irônico de Oscar Wilde - "O primeiro dever na vida é ser tão artificial quanto possível" - tomado ao pé da letra pela sociabilidade compulsória contemporânea e seus requintes de 'plasticidade'.

3 comentários:

monica guinle disse...

É uma loucura pensar que nossas minhas linhas de expressão foram sendo esculpidas por nossas emoções. Preocupação, medo, dor, angustia, felicidade, amor. Todas deixam marcas.Marcas de uma identidade.

Daniel disse...

Prezada Fernanda, eu faço doutorado em sociologia na FFLCH/USP sobre dispositivos de controle emocional e como eles tem moldado nossa subjetividade. Por isso, fiquei fascinado pelo seu blog, mas especialmente por essa notícia da plástica emocional. Você poderia, por favor, passar a referência precisa da revista, pois eu não consegui encontrar a matéria pela internet. Desde já fico agradecido. Abraço, Daniel P. Andrade (e-mail: dpaaa@hotmail.com)

Fernanda Bruno disse...

Oi Daniel,
Obrigada e fico feliz que tenha gostado do blog; seja bem-vindo. Quanto à matéria, vc a encontra nesse link:
http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=6&i=1050
um abraço,
Fernanda