terça-feira, 6 de janeiro de 2009

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

2009


Este blog termina o ano com muitos posts não publicados, arquivados em estado de rascunho pela absoluta falta de tempo das últimas semanas. Falta que pressionou 2008 do início ao fim.
Para 2009, outro tempo, "em favor, eu espero, de um tempo por vir". A paráfrase dessa mais que repetida passagem é só um pretexto para ir mais longe no tempo e lembrar de sua infância, com Heráclito, num de seus fragmentos mais conhecidos:

"O tempo é uma criança, criando, jogando o jogo de pedras; vigência da criança".

Feliz 2009 a todos!!

"O vigor de cada dia é um" (Heráclito).

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Composição nº 4 para circuito de vigilância


A Paola Barreto vem realizando uma série de "composições para circuito de vigilância" que, em suas palavras, são experimentações com circuito de vídeo e cinema ao vivo. Tive o prazer de assistir duas das suas composições e gosto especialmente das tensões entre a imagem em tempo real das câmeras de vigilância e as interferências sonoras, que oscilam entre diferidas, gravadas, ao vivo (fruto da parceria com o músico Dave Cole). Gosto também da posição "espectatorial" liminar em que somos colocados com a transposição do dispositivo CCTV para o dispositivo Cinema-performance. Vale a experiência e a quarta composição da série acontecerá neste domingo, dia 07 de dezembro, como parte da programação do DorkbotRio. No Circo Voador, das 19 às 22 horas.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

MASP e vigilância


O novo sistema de vigilância do Museu de Arte de São Paulo/Masp conta com sensor de detecção de movimento e alterações na imagem, assegurando que os quadros permaneçam em seu lugar "devido" e que os visitantes (e possíveis ladrões) não se aproximem muito da obra. Qualquer movimento fora do padrão previsto pelos programas incorporados às câmeras de vigilância aciona mensagens de voz e alarmes. Além disso, as 96 câmeras do novo sistema de vigilância pretendem eliminar os pontos cegos e cobrir todo o espaço de museu e também parte do espaço público no seu entorno. As câmeras externas têm um zoom bastante potente, com aproximação de até 444 vezes, permitindo visualizar com nitidez e detalhes o que se passa nas proximidades do MASP tanto de dia quanto de noite (elas podem ver e registrar no escuro), esteja o vigia desperto ou dormindo (as câmeras são programadas a emitir avisos aos operadores de câmera). Tudo isso conforme a matéria no UOL Entretenimento (a sessão é sintomática ;-), onde há vídeos do sistema em funcionamento.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Vigilância, Segurança e Controle Social na America Latina

Estou co-organizando com os pesquisadores Rodrigo Firmino (PUC-PR), Marta Kanashiro (Unicamp), David Muramaki Wood (Newcastle University) e Nelson Botello (Universidad Autónoma del Estado de México) o Simpósio Interdisciplinar Vigilância, Segurança e Controle Social na América Latina: Passado, Presente e Futuro, a ser realizado no período de 04 a 06 de março de 2009 em Curitiba, na PUC-PR.

O Call for Papers está disponível no site do Simpósio e o prazo para o envio dos RESUMOS é 14 de dezembro e a inscrição é gratuita. Participem!

O evento conta com o apoio do Surveillance Studies Network e do Surveillance & Society e terá como conferencistas convidados o Prof. David Lyon (Queen's University, Ontario, Canadá) e o Prof.(Nelson Arteaga Botello, Universidad Autonoma del Estado, México), entre outros a confirmar.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Simpósio ABCiber


Entre os dias 10 e 13 de novembro acontece o II Simpósio Nacional da ABCiber - Associação Brasileira de Cibercultura - que será realizado na PUC-São Paulo. No dia 11/11 farei uma conferência sobre "Vigilância, voyeurismo e contra-vigilância na cibercultura". No site do evento estão disponíveis a programação completa e outras informações sobre o Simpósio e a ABCiber.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Catalogue


Rodrigo Firmino mostrou, no evento sobre vigilância na PUC-PR, esse vídeo de Cris Oakley, que explora as conexões da vídeo-vigilância com os bancos de dados e a elaboração de perfis proativos. Catalogue:

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Câmeras na vitrine: Louis Vuitton


Vitrine da Louis Vuitton em Ipanema, Rio de Janeiro. A vigilância fashion na vitrine combina com o vergonhoso tapete vermelho natalino nas calçadas. O conjunto da obra merece uma contra-intervenção urbana. As fotos são da querida Paola Barreto (gracias!!!). Vamos ;-)?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Rosello - Cultura da insegurança


Acabo de assistir a um vídeo da ótima conferência da pesquisadora Mireille Rosello sobre "Culturas da (in) segurança" na Universidade de Montréal. Há muitos aspectos a comentar, mas recorro à brevidade dos tópicos por falta de tempo. Enumero algumas das hipóteses mais instigantes da sua fala e que complementam meu último post sobre o tema.
1. Não há como estar globalmente fora da cultura da insegurança; cabe portanto resistir taticamente por dentro.
2. É preciso questionar o pressuposto de que há razão para haver medo e escapar da escolha entre o medo dos vigiados e o medo dos vigilantes. Trata-se aí de uma falsa questão, que apenas toma posições ideológicas e busca decidir quem é mais perigoso (o suspeito ou o vigia), sem problematizar as bases da própria cultura da insegurança.
3. A câmera deve ser pensada como um "cidadão incivil", que nos impõe sentir medo ou nos arrepender de não ter tido medo antes. Ela cria o medo que supostamente deveria cessar e reitera, de modo performativo, o imaginário do pior, a premediação (Gursin) da catástrofe futura.
4. É preciso colocar em questão o pressuposto de que a insegurança é um sentimento indesejável que deve ser banido. Trata-se de historicizar essa negatividade e reivindicar uma subjetividade que se sabe e se aceita vulnerável. Essa vulnerabilidade seria parte de nossa condição propriamente humana, que estaria na base da sociabilidade e que constitui uma experiência comum e solidária, diferentemente da cultura da insegurança, que está fundada no medo do outro. Cabe pensar a vulnerabilidade como uma das faces da insegurança, no lugar de fazer da primeira um afeto individual e da segunda uma realidade social.

Scanners corporais em aeroportos


A instalação de scanners corporais em aeroportos é objeto de discussão na Europa, que se divide entre a retórica securitária anti-terrorismo e a proteção da dignidade e da liverdade individual. Segundo matéria do Le Pays, há também uma preocupação com a dimensão voyeurística do dispositivo, que recai sobre os policiais.